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Tendências do setor de material de construção

30 de Novembro de 2016

Thumb venda mais

Com mais de 130 mil lojas, o setor de material de construção consolida-se como um dos mais pulverizados e menos concentrados do varejo no Brasil. As cinco maiores redes que atuam no país detêm menos de 10%do mercado.

 

A SMSTI, empresa de consultoria em software de ERP da TOTVS, listou algumas macro tendências no cenário atual e futuro do setor:

 

Consolidação: a concentração do setor deve aumentar, levando a um crescimento da participação das cinco maiores redes varejistas nas vendas totais. A expansão desses grupos se dará por meio do crescimento orgânico e da incorporação de alguns operadores regionais, que têm expressiva participação em suas regiões.

 

Pulverização: nos próximos dez anos o setor de material de construção continuará como um dos menos concentrados do varejo brasileiro, pois o quadro atual e o perfil mais cauteloso dos principais operadores nacionais e internacionais atuando no Brasil não estimularão uma estratégia expansionista que altere essa perspectiva de maneira significativa.

 

Crescimento de marcas próprias: as principais redes varejistas que operam no Brasil tenderão a ampliar a oferta de marcas próprias, com produtos produzidos no país ou importados, como forma de melhorar sua rentabilidade e criar diferenciação perante o consumidor final e, ao mesmo tempo, criar uma nova realidade nas negociações com seus principais fornecedores locais.

 

Novos formatos de lojas: os principais operadores do setor, especialmente entre as cinco maiores redes, têm sido cautelosos na implantação de novos formatos de lojas, preferindo expandir seus modelos tradicionais. Com o acirramento da concorrência e a geração de oportunidades regionais, deverão ser lançados novos formatos que possam aproveitar essas demandas e permitam a diversificação de formatos por um mesmo operador. Alguns deles já têm praticado essa estratégia em outros países, como a Saint Gobain, que controla a Telha Norte no Brasil, o grupo global de origem francesa Adeo, que controla a Leroy Merlin e a Falabella chilena, que controla a Dicico-Sodimac.

 

Novos canais de vendas e relacionamento: os principais operadores do setor de material de construção têm sido muito cautelosos nos investimentos nos canais digitais envolvendo o e-commerce, sendo um dos setores menos atuantes na área, apesar de seus consumidores finais, não profissionais, serem cada vez mais digitais e estarem frequentemente usando a rede em busca de informações e atualização sobre produtos, marcas e serviços. Essa realidade e a busca de diferenciação impulsionarão o setor para avançar mais rapidamente nessa área, até porque os investimentos em lojas físicas serão um pouco mais cautelosos nos próximos anos.

 

Os fornecedores vão à luta: a perspectiva de uma maior concentração no futuro do varejo do setor de material de construção, o aumento da participação das marcas próprias e o aumento do nível de competição, deverão estimular alternativas de criação de canais próprios de vendas, lojas exclusivas ou e-commerce, bem como de relacionamento, por parte dos fornecedores do setor, como já fazem, no mercado local ou internacional, empresas como Portobello, Sherwin Williams e outros.

 

Mais serviços integrados: o aumento da pressão competitiva e mais a necessidade de diferenciação e melhoria de rentabilidade, deverão levar os principais varejistas, e mesmo fornecedores, a desenvolverem e oferecerem mais serviços e soluções integradas com seus produtos, aumentando suas receitas e criando uma nova realidade de mercado.