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Produção recorde de grãos e dinheiro para financiar a safra animam o setor agrícola

07 de Julho de 2017

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No último dia 3 de julho, o governo federal deu início ao Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 com a liberação de R$ 190,25 bi para financiar as operações de custeio, comercialização e investimento da próxima safra.

A expectativa é que o agronegócio siga contribuindo para impulsionar a economia brasileira. O setor representa quase a metade das exportações e cerca de 21% do PIB (Produto Interno Bruto) do país.

“Mesmo num cenário de dificuldade, o governo reduziu os juros de algumas linhas de crédito para permitir que os agricultores tenham safras capazes de garantir a segurança alimentar do brasileiro e excedentes exportáveis para gerar divisas”, ressalta o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuário e Abastecimento, Neri Geller.

 

Juros

O Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 reduziu em um ponto percentual ao ano as taxas de juros das linhas de custeio e de investimento e, de dois pontos percentuais ao ano as linhas dos programas voltados à armazenagem e à inovação tecnológica na agricultura.

No crédito de custeio e de investimento, os juros caíram de 8,5% ao ano e 9,5% ao ano para 7,5% e 8,5%, à exceção do PCA e do Inovagro, nos quais a taxa foi fixada em 6,5% ao ano.

O volume de crédito para custeio e comercialização é de R$ 150,25 bilhões, sendo R$ 116,25 bilhões com juros controlados e R$ 34 bilhões com juros livres. O montante para investimento saltou de R$ 34,05 bilhões para R$ 38,15 bilhões, com aumento de 12%.

 

Safra

Com a manutenção dos investimentos, a produção brasileira de grãos caminha para um novo recorde, devendo colher 234,3 milhões de toneladas na safra atual, um aumento de 25,6%, ou quase 50 toneladas acima da anterior.

As principais culturas são a soja e o milho, que tiveram um ganho de produção de 19,4 e 41%, respectivamente. Os dois produtos correspondem a quase 90% do que é produzido. A soja deve alcançar 113,9 milhões de toneladas e o milho, 93,8 milhões de toneladas, somando-se a primeira e a segunda safras.

 

Investimento + tecnologia = produtividade

Os bons números do agronegócio são resultado direto dos investimentos para modernizar o campo. Se, de um lado, o governo garante os recursos financeiros necessários, de outro, a indústria faz a sua parte, desenvolvendo produtos inovadores.

Alguns deles foram apresentadas pela Amanco na última edição da Agrishow, realizada em Ribeirão Preto (SP), no início de maio. Os tubos Agrobiax, por exemplo, são usados em sistemas permanentes enterrados de adutoras de água para complexos de irrigação até uma pressão hidrostática de 14,5 e 18 kgf/cm² à temperatura de 25°C.

Com diâmetros de até 1000mm, a linha Novafort GD, composta por tubos e conexões de PVC, substitui com vantagens as manilhas de concreto (e cimento) em passagens de estradas e canais abertos, escoamento de resíduos industriais e águas pluviais. É especialmente utilizada em fazendas, usinas de açúcar e álcool e para transferência de água de reservatórios por gravidade.

Os Microaspersores MF2 são usados na irrigação de frutíferas, como laranja, uva e mamão, além de estufas. Funcionam com pressão a partir de 1,2 kgf/cm² até 3,0 kgf/cm² e possuem excelentes curvas de distribuição de água que proporcionam maior eficiência.

O Amanco Drip Fita Gotejadora e Tubo Gotejador Mexdrip destinam-se à aplicação de linhas laterais para projetos de irrigação localizada para culturas enfileiradas como café, laranja, morango, melão, tomate, alface, batata, hortaliças, fruticultura e silvicultura.