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Irrigação por gotejamento subterrâneo exige técnica no cafezal

30 de Novembro de 2016

Thumb irrigacao

No mercado agrícola, a demanda pela implantação de gotejadores subterrâneos, particularmente nas lavouras de soja, algodão, feijão e café é cada vez maior. O motivo é que esta tecnologia apresenta vantagens, quando comparada à irrigação por aspersão

 

A irrigação por gotejamento leva os nutrientes diretamente à raiz, reduz a perda de água por evaporação, diminui a umidade na superfície do solo e minimiza a incidência de doenças.  As linhas de gotejadores também ficam mais protegidas de danos mecânicos e da ação de roedores, já que são enterrados. Estudos apontam que o nível de uniformidade da aspersão chega a 80%, enquanto no gotejamento pode chegar a 98%.

 

Algumas das vantagens dessa técnica, porém, nem sempre são de conhecimento dos produtores rurais. Além de aplicar a água, o sistema de gotejo subterrâneo permite a aplicação de nutrientes e defensivos misturados à água, prática que já uma realidade nas lavouras mais tecnificadas, pois exige um elevado nível de precisão.

 

Café

 

No caso do café, enterrar o gotejo é uma necessidade para que os tubos gotejadores não sejam danificados, nem atrapalhem o manejo da lavoura, que inclui as capinas e a colheita mecanizada, seguida pelo recolhimento mecanizado.

 

Recomenda-se que o gotejo seja enterrado cerca de um ano após o plantio das mudas de café, prazo necessário para a reestruturação natural do solo, possibilitando a distribuição correta da umidade.

 

A tubulação é enterrada a 15 cm de profundidade e a uma distância de 20 cm do pé de café. O sistema radicular de um pé de café pode atingir até dois metros, mas em 40 cm estão 80% dele. Por isso, é interessante que a umidade fique nessa profundidade.

 

O gotejo subterrâneo e o superficial têm o mesmo custo. Metade do preço de um projeto refere-se ao investimento em tubos gotejadores e o restante paga as bombas, filtros e PVC. No caso do gotejo superficial, há casos em que mais de 20% dos tubos são danificados de um ano para o outro, necessitando de um investimento anual de 10% do preço do projeto para a manutenção do sistema. Se o sistema for enterrado, esse problema não existe.