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Construção civil entra no combate à dengue

22 de Abril de 2015

Em 2015, os casos de dengue dispararam em todo o Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, entre 1º de janeiro e 7 de março, 224 mil pessoas contraíram a doença, ou seja, mais que o dobro do que foi registrado no mesmo período do ano passado.

Atualmente, há 340 cidades com risco de surto de dengue, que é transmitida por meio da picada do Aedes aegypti. Diante desse cenário, o combate aos criadouros do mosquito mobilizou a população em geral, agentes de saúde, entidades de classe e ainda ganhou o reforço dos profissionais da construção.

Em Sorocaba (SP), uma equipe do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon), em parceria com o Senai, tem visitado os canteiros do obras para orientar pedreiros, instaladores hidráulicos, serventes, entre outros, sobre o assunto. Em Goiânia (GO), o combate ao mosquito transmissor da dengue já virou rotina em alguns canteiros, onde também há cartazes educativos e palestras.

O procedimento consiste em vistoriar toda a obra para eliminar a água parada e recolher garrafas, latas, copos plásticos e embalagens descartadas de materiais utilizados. Todo cuidado é pouco, afinal, basta uma tampinha de garrafa com água para o Aedes aegypti depositar ali suas larvas e transformá-la em um criadouro. A vistoria é feita toda vez que chove.

Além disso, os equipamentos de trabalho como carrinhos de mão e pás devem ficar virados para baixo quando estiverem fora de uso para não acumular água da chuva. Dessa forma, os profissionais da construção ficam protegidos, bem como a comunidade do entorno.