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Aumento da produtividade dos pequenos agricultores depende de inovação

09 de Dezembro de 2014

 

 O crescimento da produção na agricultura familiar depende diretamente do investimento em tecnologia e inovação agrícola, conforme afirmou Laudemir Muller, em outubro último, então ministro interino do Desenvolvimento Agrário. Porém, segundo a Confederação Nacional da Agricultura, apenas 11% dos pequenos agricultores têm acesso a insumos tecnológicos, como é o caso de maquinários e sistemas de irrigação.

Nos últimos 40 anos, o Brasil deixou de ser importador, para tornar-se um dos principais fornecedores mundiais de alimentos. Em 2013, o agronegócio foi responsável por 22,8% do PIB brasileiro. Até o final de 2014, o país deverá contabilizar uma produção de quase 200 toneladas de grãos, dos quais, 90 toneladas de soja, colocando o Brasil como o maior produtor mundial dessa oleaginosa.
Os números impressionam, mas de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Brasil ainda precisará aumentar sua produção em 40% até 2050. O desenvolvimento dos pequenos produtores será fundamental para o país atingir esta meta.
A FAO, que celebra o Ano Internacional da Agricultura Familiar em 2014, afirma que esta é, de longe, a forma dominante de produção no mundo, ocupando de 70% a 80% das terras cultivadas no planeta. No Brasil, 70% da produção nacional de alimentos vêm das lavouras dos pequenos produtores rurais, conforme o censo agropecuário mais recente.


Inovação na lavoura
“Os grandes produtores, que investem há muito tempo em tecnologia e gestão, já possuem bons índices de eficiência e produtividade. Um aumento substancial na produção nacional, portanto, passa pelas mãos dos pequenos e médios empreendedores rurais. Mas este salto só será possível quando as tecnologias chegarem, de fato, à base da pirâmide produtiva nacional”, sustenta Eduardo Daher, diretor da Associação Brasileira do Agronegócio.