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2015 requer atenção para investidores estrangeiros no agronegócio

09 de Dezembro de 2014

 

Os investimentos estrangeiros na agropecuária no Brasil exigirão mais prudência em 2015, depois de um ano de incertezas no cenário político, com a eleição presidencial, cujo resultado poderia levar a mudanças, como, de fato, aconteceram.

Mesmo com a reeleição de Dilma Roussef, que se prepara para o segundo mandato com uma ampla reforma ministerial, o fato é que ainda não se sabe se haverá mudanças substanciais nas políticas do setor agrícola – e quais serão elas –, a partir da nomeação da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o comando do Ministério da Agricultura.

 

Os números e influências do mercado

No primeiro semestre de 2014, as companhias estrangeiras tiveram participação em cerca de 70% das de fusões e aquisições de empresas agropecuárias no Brasil, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Durante todo o ano de 2013, 60% das operações desse tipo, assessoradas pelo Rabobank no Brasil, envolveram empresas internacionais. O banco é especializado em transações do setor do agronegócio e está presente em 47 países.

Em 2015, porém, os especialistas acreditam que esses investimentos irão impor uma certa cautela. O sócio da GO Associados, Fábio Silveira, afirma que 2014 foi de excelentes captações de renda, produção e área plantada, mas que o próximo ano será de ajustes. É que, além da questão política, outro aspecto que poderá reduzir os investimentos estrangeiros é a possibilidade de queda nos preços e na rentabilidade das commodities.

Para finalizar, a legislação brasileira impõe limites à compra de terras por estrangeiros, impactando negativamente na injeção de recursos no setor. Para se ter uma ideia, o capital direto investido na agropecuária caiu de U$ 559 milhões em 2013, para U$ 193 milhões em 2014, comparando-se o acumulado de janeiro a setembro, conforme dados do Banco Central.